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Extrativismo Vegetal

Este é um segmento de suma importância para a economia do Amapá, sendo identificado pela vasta extensão de suas terras, densidade dos seus rios e pela grandeza de suas florestas, onde são avaliados fatores de produção até agora
pouco explorados, com possibilidades de aproveitamento no setor de transformação industrial, que poderá contribuir para o surgimento de valiosas fontes econômicas.

Madeira: A densa floresta conta com aproximadamente 9,5 milhões de m³, de  grande aceitação comercial nos mercados nacional e internacional. As concentrações de madeiras comercializáveis equivalem a 170 m³ por habitantes, ressaltando-se também a existência de espécies de madeiras com fonte de
material celulósico e semente oleaginosas com alto teor de óleo. Entre as espécies mais comercializadas de madeiras estão: acapú, macacaúba, andiroba, pau mulato, breu, cedro, maçaranduba, angelim, sucupira, etc.
Entre as sementes oleaginosas que mais se destacam são: andiroba, ucuúba, castanha do Brasil, pracaxi, etc.

Agricultura: A atividade agrícola embora seja considerada de maior importância sócio-econômica, uma vez que é o suporte básico de qualquer economia no
Amapá, ainda é cultivada em pequena escala sendo considerada uma cultura de subsistência. A participação no abastecimento do mercado local é insignificante
não havendo excedente para exportação.
Para o suprimento da demanda interna, o mercado importa grande parte do seu consumo. Muito embora existam boas perspectivas de desenvolvimento agrícola  tendo em vista as condições que o governo vem oferecendo com a inauguração da Agência de Fomento, convênios com associações, cooperativas e sindicatos, além do funcionamento da Feira do Produtor. Tudo isso aliado a bons solos e climas, propícios, para o cultivo de culturas temporárias como|: arroz, milho, feijão, mandioca, legumes, etc... culturas permanentes como: pimenta-do-reino, coco, laranja, limão e outros.

Arroz: Com pouca tradição no Amapá, o cultivo do arroz utiliza o sistema produtivo consorciado com a mandioca ou o milho e, em menor escala, cultivo "solteiro".
Milho: O milho, cultura de grande significado para o Amapá, também vem apresentando queda de produção nos últimos anos. Como nas demais culturas temporárias no período analisado, caíram a produção (19,68) e área colhida (946,78). Estes declínios tem se refletido na produção avícola, por ser matéria-prima
destinada à fabricação de ração balanceada para aves.
Macapá e Mazagão foram, mais uma vez, os dois maiores produtores com 68,55%
a 19,3% da produção total, respectivamente.
Feijão: A produção de feijão vem decaindo desde 1986, tendo apresentado em 1977 uma substancial queda na quantidade produzida (72,58%). O feijão cultivado no Amapá é o caupi (feijão de colônia), de pouca aceitação para consumo por parte da população de classe média. O governo vem incentivando o cultivo, devido á importância na alimentação da população de baixa renda. Por  isso vem fomentando o seu cultivo com a distribuição de sementes selecionadas através de subsídios ao preparo da área mecanizada.
Mandioca: É cultura da maioria dos agricultores em decorrência do hábito
alimentar da população amazônica, sendo a produção destinada à subsistência e a venda na Feira do Produtor.

Horticultura: A produção de hortaliças está concentrada no Pólo-Hortigranjeiro, em Fazendinha, na Colônia Agrícola do Matapi, e na periferia de Macapá. As principais espécies produzidas são: couve, cariru, coentro, chicória, cebolinha, alface, tomate, feijão verde, chuchu, pepino e salsa entre outros. A iniciativa do governo para incentivar essa atividade foi a instalação do Pólo-Hortigranjeiro, dotado de estradas em boas condições de tráfego, energia elétrica e sistemas de irrigação central, beneficiando 34 produtores. Em relação à Colônia Agrícola do Matapi e periferia de Macapá, o apoio do Governo concentra-se principalmente no escoamento da produção, através dos veículos da Secretaria e, na comercialização, por meio da organização da Feira do Produtor.

Culturas permanentes: As principais culturas permanentes cultivadas no Amapá são: a pimenta-do-reino, a laranja e a banana que ainda não atingiram um estágio ideal de desenvolvimento, mas já contribuem para o abastecimento interno e melhoria de renda do produtor.

Pimenta-do-reino: A cultura da pimenta-do-reino está concentrada na Colônia  Agrícola do Matapi, e foi introduzida na década de 1970, com mudas oriundas de Tomé-Açu (PA), por iniciativa do Poder Público.
Citros: A produção de laranja vem aumentando gradativamente, graças ao incentivo do Governo, que, nos últimos cinco anos, vem distribuindo mudas produzidas pela Companhia de Desenvolvimento do Amapá (CODEASA), hoje CODAP ou adquiridas em outras Unidades da Federação, através da Secretaria de Agricultura. A
continuar esta tendência, espera-se que em poucos anos, o Amapá seja auto-suficiente em laranja.
Banana: O Amapá já foi um grande produtor de banana, chegando a abastecer o mercado local e comercializar o excedente para o Estado do Pará. Com a
infestação dos bananais pela doença conhecida por "moko da bananeira", transmitida pela bactéria do gênero Pseudomonas, descoberta por técnicos do Ministério da Agricultura e da Universidade Rural do Rio de Janeiro por volta de
1978, a produção começou a decair, sendo hoje insuficiente para atender o
consumo local.

Para maiores informações: Seplan - Anuário Estatístico

 

 
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